Gosto demais de muita coisa que me faz mal. Café, chocolate, mate, guaraná... Dormir tarde, encher a cara, remédios que me deixam grogue. Gosto muito de você, que não me dá nada e me faz suspirar e agir como uma garotinha de doze anos. Você, você mesmo que me esquece e me deixa pegando poeira, mas que de vez em quando vem me pedir abraços impossíveis de serem dados. E essas são as coisas que me fazem mal. Você diz e não diz, e nada faz. Pare de furtar corações, rapaz.
(À parte)
Percebo enfim que não sei lidar com sentimentos espontâneos e teimosos que surgem sem uma justificativa.
E em minha mente a luta do que é emocional e inevitável com a racionalidade dura é constante até que um lado triunfe. Nesse caso específico, até que estou sendo bem mais racional. Mas isso é bom?
(Confesso que se o terreno não fosse tão escuro eu agiria diferente, mas, convenhamos, não é hora...)
Maldito seja. Tão adorável...
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