" Susan se aproximou da orelha dele, sussurrando:
_ Se me ama, então me ame. Me faça quebrar a promessa.
Por um bom tempo, um tempo em que o coração de Susan ficou sem bater, não houve resposta de Roland, mas ela se permitiu ter esperanças. Então ele balançou negativamente a cabeça... só uma vez, mas com firmeza.
_ Susan, não posso.
_ Sua honra é assim tão maior que o amor que diz sentir por mim? Ié? Então vamos ficar por aqui.
(...)
_Tudo está errado.
Lentamente, com os olhos arregalados e ar sério, ele começou a beijar seu rosto. E depois de vários beijos em ambas as faces, percebeu que estava secando suas lágrimas. Então pegou-a pelos ombros e manteve-a um pouco afastada para poder olhá-la de frente.
_ Diga aquilo de novo e eu vou fazer, Susan. Não sei se é uma promessa, um aviso ou ambas as coisas ao mesmo tempo, mas... diga aquilo de novo e vou fazer.
Não foi preciso perguntar a Roland o que ele pretendia dizer. Susan teve a impressão de que o solo se movia e, mais tarde, acharia que, pela primeira e única vez em sua vida, havia realmente sentido o ka, um vento que não vinha dos céus mas da terra. Chegou a mim, afinal, ela pensou. Meu ka, para o bem ou para o mal.
_ Roland!
_ Sim, Susan.
Ela deixou a mão cair sob a fivela do cinto de Roland e agarrou o que havia lá, os olhos fixos nos dele.
_ Se me ama, então me ame.
_ Ié senhora. Vou amá-la.
Ele desabotoou a camisa, feita numa parte do Mundo Médio que ela nunca vira, e pegou-a nos braços."
Ka, Roland e minha paixonite pelo passado de um personagem encantador.
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