Viro os copos. Gosto demais de como tudo se move rápido, de como as coisas balançam, das gargalhadas aleatórias espalhadas por aí. Viro os copos. Não me pergunte, não quero falar sobre isso. O frio me acerta como uma onda, então eu viro os copos.
O caos pede para entrar, então eu viro os copos. Fecho os olhos e sonho com um pôr do sol alaranjado de carinho e barulho do mar. Viro os copos e dói. Dói porque o mundo me dá socos que eu não posso evitar, então aguento firme no frio todas as ondas virem na tentativa de me quebrar. Então eu viro os copos e todas as luzes são de natal. E caio no sono perdida em mim, em paz, muito alta pra sentir qualquer dor.
Então eu continuo virando copos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário