sábado, 29 de dezembro de 2012

Brindemos

 Um ano atrás, de uma Amanda cheia de amargura:

"Atormento-me nestes últimos minutos deste ano com constatações que podem bem ser verdades. Talvez eu nunca encontre quem realmente me satisfaça. Quem escute e tente entender sem me afugentar de volta ao silêncio. Ou aceite minha necessidade de carinho sem marcar minha pele, sem dor. Quem abra os braços sem um punhal na cintura.
Ainda assim, não peço por mais do que tenho. Em troca espero que me deixem dormir de olhos abertos. Nunca se sabe…"

 Mantenho os olhos abertos, mas espero alguma hora avistar a calma e a paz passando por meus dedos dos pés como espuma de ondas delicadas que acariciam.

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