(A verdade? Não quero construir muralhas, não mais.)
"_ Belos dias e longas noites, sai."
E veio o ka: primeiro me trouxe tempestades e terremotos, destruiu minha fortaleza e minha zona de conforto. Eu, exposta, me deixei molhar pela chuva. Encarei todos os destroços e listei todos os erros, mais máquina que mulher. Desembaracei meu cabelo e recomecei, evitando repetir, evitando escorregar. Admito que gosto muito mais de como me construí agora.
E lá vem o ka: me trouxe um vizinho que respeita minhas muralhas. De lá eu ouço uma música que me ajuda a dormir, que afasta os sonhos ruins. A música tem forma e perfume e me move no seu ritmo cheio de carinho.
Minhas pedras estão no lugar, não estou em ruínas. Mas você me veio como o sol aquecendo minha pele fria... Não há muralhas pra você. Quero que fique.
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