Venha cá, meu amigo, cuidado com essa gente.
Tem tanta gente que não presta, gente suja, desonesta.
Venha cá, meu amigo, não abaixe a guarda.
Tem tantos punhais em bolsos, tantos venenos em beijos.
Venha cá, meu amigo, olhe por aqui,
Tem tanta porqueira misturada no que presta.
Venha cá, meu amigo, não se desaponte.
Tem tantos laços feitos de mentiras...
Venha cá, meu amigo, vamos brindar a lucidez
Tem muita tequila ali no meu quarto
Venha cá, meu amigo, não se deixe levar!
Tem tanta gente que não presta... não é por isso que não temos de prestar!
Venha cá, meu amigo, te dou muito mais valor, juro,
porque nos olhos dos outros já tenho medo de olhar
Virei bicho. Virei?
Acuada, rosno, arranho. Mais uma contradição. Racional com instintos selvagens...
Venha cá, meu amigo, vamos ver o nascer do sol
porque a esperança ainda mora no meu peito
e nas pequenas coisas
no vento que alisa as folhas
no dia que teima em se renovar
no fluxo que segue
na arte que se cria
na dança
no amor
a esperança
vive
ainda...
Venha cá, meu amigo, pois estou solitária
metade de mim é pura saudade
(que a outra metade nega)
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