No escuro vejo uma luz fraca que insiste em piscar. Piso em um bicho morto, o cheiro invade meu nariz. Em um móvel há uma marca na poeira, mas não sei o que falta.
O que falta?
"Não sei"
Não vou ficar à deriva, não mais, prometo...
Não me deixe ficar à deriva. Não, não...
Eu devo ser meu porto, meu cais. Eu devo ser meu forte, meu apoio. Pra poder dar o melhor de mim para o mundo... para ver além da dor e me erguer. Me erguer, sempre. Acaricio minhas cicatrizes, elas me lembram que eu sobrevivi, que eu segui em frente.
Às vezes eu desejo parar de sentir tanto para poder avaliar e reagir melhor ao que ocorre ao meu redor.
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