sexta-feira, 28 de setembro de 2012

V

Nós podemos fingir que não há nada. Que eu não me importo com o seu dedo que cheira cigarro percorrendo meu lábio, que eu não sei que você não presta... E que nós vamos passar disso: encontros perdidos entre pessoas que já não se conhecem.

Mas nós sabemos que as coisas não funcionam assim. Eu vou ser sempre a sua delirium, e você, meu cafajeste delicado. E só. Nada de encontros românticos ou sonhos compartilhados.

Você me convidou pra jogar conversa fora em um bar, hoje eu aceito.

(porque estou com ciúme e isso me mata... então eu quero beber... e talvez eu até te conte dele e de como ele apareceu quando eu não esperava ninguém e de como eu me sinto estúpida e...)

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