segunda-feira, 2 de setembro de 2013

And so I try to understand

  Tem amor que é assim, olha: você ama o agora e queria poder guardar em um potinho, pra quando tudo no mundo parecer meio vazio você colocar a mão no bolso, abrir e cheirar e olhar um pouquinho

(e tem também o que...)

  Tem horas que o mundo parece tão grandão que eu abro bem os olhos e o queixo cai e eu tenho cinco anos e quero correr para a saia da minha vó.

  Tem dias que eu queria saber falar. Sem rodeios, assim, só falar.

  Tem gente assim, ó: que você quer abraçar e beijar e cuidar. (de montão)

  Tem um lugar assim, ó: verde. Que dá pra mergulhar e passar tardes sonolentas, e comer besteira e se jogar e apreciar de montão, de vez em quando. Um peixe grandão guardado no lago das ideias, scott, nas ideias que são só ideias (mas que talvez, só talvez, não sejam mais só ideias). Mas às vezes é azul

 Tem noite que você(eu) se(me) sente(sinto) a pessoa mais feliz do mundo e sonha (sonho) sonhos bons (quentinha) - e penso que todo o resto é besteira e que posso dormir sem me preocupar com nada e sem segurar um escudo porque aqui, agora, nada vai me ferir

(outras em que eu quero fugir de tudo porque todo mundo tem bagagem e tem gente que tem resto de amor forte e nada esquecido escondido em papel em vez de... pega a caixinha e joga logo fora! não te serve, só machuca, acredita -em mim-. Deixei quase tudo pra trás, não tá vendo? tô quase nua...)

 Tem (muitas) horas que a preguiça é um bicho peludo (e cheirosinho, que canta pra você dormir) que senta em cima de mim, e fim.

Tem Amanda que tá leve e não tão ácida em alguns quadros, vê?

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